Política
Ronaldo Caiado reafirma pré-candidatura e diz que seguirá na disputa presidencial em 2026
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), reafirmou que continuará firme em sua pré-candidatura à Presidência da República em 2026, mesmo após o anúncio de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) será o candidato apoiado pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A definição movimentou os bastidores da direita e colocou nova pressão sobre lideranças que buscavam herdar o eleitorado bolsonarista para a disputa do próximo ano.
A decisão ocorre em meio às articulações em torno do futuro do bolsonarismo, já que Jair Bolsonaro, impedido judicialmente de concorrer e atualmente preso, tenta manter influência direta sobre o processo eleitoral. Nos bastidores, aliados afirmam que o ex-presidente segue sendo o principal cabo eleitoral da direita no país, o que torna seu apoio estratégico para qualquer postulante ao Palácio do Planalto.
Lançado desde abril como pré-candidato oficial, Ronaldo Caiado vinha trabalhando especialmente para se aproximar do público identificado com o bolsonarismo, inclusive reforçando pautas conservadoras e críticas ao PT. A entrada de Flávio Bolsonaro no cenário, porém, representa um novo desafio, já que tende a fragmentar ainda mais a força política da direita, dificultando a consolidação de um nome único no campo oposicionista.
Nas redes sociais, Caiado afirmou respeitar a posição do ex-presidente, mas reforçou que não pretende recuar do projeto presidencial. Segundo ele, Jair Bolsonaro “tem todo direito de buscar viabilizar a candidatura do filho”, mas isso não altera sua decisão de permanecer na disputa. “Da minha parte, sigo pré-candidato a presidente e estou convicto de que, no próximo ano, vamos tirar o PT do poder e devolver o Brasil aos brasileiros”, publicou o governador.
Bastidores movimentados
A oficialização de Flávio Bolsonaro encerra semanas de especulações e cogitações dentro do próprio núcleo bolsonarista. Conforme informações divulgadas pelo jornalista Paulo Cappelli, do portal Metrópoles, o ex-presidente teria comunicado oficialmente a decisão ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Até então, Tarcísio era considerado favorito para absorver o capital político de Bolsonaro na corrida presidencial.
De acordo com a apuração, após conversar com o pai por cerca de 30 minutos na sede da Polícia Federal, onde está preso, Flávio Bolsonaro viajou a São Paulo para comunicar pessoalmente a decisão ao governador paulista. Ao menos por ora, Tarcísio não se pronunciou publicamente sobre o tema.
Nos corredores da política, a avaliação é de que, caso a decisão seja consolidada e anunciada formalmente nos próximos meses, Tarcísio de Freitas deve abandonar qualquer plano presidencial imediato e focar integralmente na reeleição ao governo paulista em 2026.
Perfil moderado
Analistas ouvidos por dirigentes bolsonaristas consideram que o nome de Flávio Bolsonaro atende a expectativas internas do grupo por um perfil menos confrontativo do que o dos irmãos, além de oferecer previsibilidade política na relação com setores econômicos. A aposta é que o senador assuma papel mais ativo nos embates com o presidente Lula (PT) e intensifique presença em agendas nacionais ao longo de 2025, com vistas a ampliar sua visibilidade até o ano eleitoral.
Enquanto isso, aliados de Ronaldo Caiado afirmam que o governador deve reforçar viagens, entrevistas nacionais e encontros partidários para manter sua imagem viável diante de um eleitorado conservador cada vez mais disputado. O esforço será baseado em temas como segurança pública, agronegócio, combate à criminalidade e críticas diretas ao governo federal.
Com o cenário ainda aberto e dividido, a disputa pelo protagonismo da direita promete ser um dos principais capítulos da pré-campanha. Embora a preferência do ex-presidente represente vantagem significativa, líderes do União Brasil avaliam que a presença de diferentes nomes pode manter o campo conservador ativo, alimentando debates internos e testando a força de cada projeto regional.
O cenário, por ora, segue em construção, especialmente diante das incertezas jurídicas envolvendo Jair Bolsonaro e da expectativa por reorganização das forças conservadoras até 2026. Enquanto isso, Caiado tenta preservar seu espaço e demonstrar que seguirá no jogo eleitoral, mesmo diante da nova correlação de forças dentro do próprio bolsonarismo.

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